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Home Educação Ensino Fundamental A CONTRIBUIÇÃO DAS BRINCADEIRAS E DOS BRINQUEDOS NA PRÉ-ESCOLA (1° Parte)

A CONTRIBUIÇÃO DAS BRINCADEIRAS E DOS BRINQUEDOS NA PRÉ-ESCOLA (1° Parte) Imprimir E-mail
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Escrito por Administrator   
Qua, 09 de Dezembro de 2009 02:18
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RESUMO

A presente monografia vem demonstrar que o brinquedo e a brincadeira na pré-escola é de um aspecto muito importante na interação da criança com o adulto, com o outro.

E a brincadeira em grupo serve para socializar crianças e a compreensão de regras. Elas aprendem a lidar com os sentimentos, interagir, resolver conflitos e desenvolver a imaginação e criatividade para resolver problemas. E, portanto, contra este pensamento que buscamos e é de fundamental importância que professores tenham conhecimento do saber que a criança construiu na interação do ambiente familiar e sócio cultural e assim adotar na sua prática pedagógica as brincadeiras, brinquedos e para  que as crianças desenvolvam,construam, adquiram conhecimentos e se tornem autônomas e cooperativas.  E é importante que os educadores resgatem as brincadeiras e os brinquedos que eram transmitidos pelos pais e avós, e criadas pelas próprias crianças. Elas irão despertar uma vivência rica e muito importante, e o ajudará a despertar sua criatividade, movimentos e uma boa aquisição na aprendizagem da escrita e leitura.


CAPITULO 1 – INTRODUÇÃO

Redescobrir os procedimentos que tínhamos quando  criança, retomar os métodos de criação do nosso modo de brincar é colocado aqui como condição para olhar a  criança  à nossa frente sabendo que ela, na maioria das vezes, não aquela que imaginamos ser, pois a criança real é diferente daquela que pintamos em nossa fantasia.( Eugênio Tadeu Pereira)

1.1       CONTEXTO

Do dever ao prazer de brincar a princípio, não se trata de descoberta de fórmulas, pois o presente tema vem de encontro com uma visão pedagógica já conhecida de muitos, onde se ouve a afirmativa de trabalho com brinquedos e brincadeiras na pré - escola, ainda é pouco produtivo na pré-escola.

Por isso iniciamos a investigação de alguns procedimentos metodológicos e de algumas estratégias utilizadas pelos educadores da pré - escola no tocante a prática de brincar, a fim de que possamos nos situar a respeito das metodologias e dos procedimentos, até mesmo como forma de argumentação comparativa às propostas de especialista da área, pelos relatos encontrados em suas obras.

Seguramente podemos afirmar que, na qualidade de educadores, ter consciência de que o brinquedo e as brincadeiras irão ajudar a desenvolver a imaginação, a criatividade dando oportunidade para a criança brincar e aprender e interagir com outras crianças e adultos.

Concebendo se a escola como lugar de preparação e capacitação do ser humano, tendo-se como premissa à formação integral do educando, um efetivo trabalho para estimular futuros educandos com competência que se espera diante de uma sociedade em constante mutação, cremos na importância de ações pedagógicas especialmente delineadas para esse fim, com professores e alunos interagindo em momentos de brincadeiras e aprendizagem.

Os resultados das ações acima expostas comprovando que a prática das brincadeiras serão tanto mais produtivas à medida que as escolhas lúdicas estejam voltadas para a liberdade de escolha, contada, pede–se do professor a prudência da seleção prévia das brincadeiras, a serem expostas aos alunos.Obedecidas às regras básicas, sobretudo, pautadas no bom senso poderemos confiar o surgimento de uma nova geração de homens e mulheres competentes para o desenvolvimento em sociedade.

A nós educadores cabem o compromisso de ‘‘garantir’’a educação do aluno. Bem ou mal fazemos parte da historia de cada uma realidade coletiva, assim como ele também faz parte de nossa história. E essa consciência que deve-nos dar força para romper o preestabelecido, traçando caminhos capazes de transformar a sociedade e, assim garantir a maior participação possível.

 

‘‘Pensar a educação é pensá-la também na escola, e na escola há  pessoas sendo desempenhadas. O aluno sujeito do processo  educacional o grande interessado  em  ter  uma escola viva critica  e libertadora.  É preciso que se comece a questionar o tipo de aluno que uma escola quer formar para que se decidam em conjunto as habilidades que precisam ser trabalhadas.Se assim não for, será como uma casa sem planta, amontoado de gente juntando tijolos e cimento sem saber o que fazer.’’

Portanto, educadores conscientes esse ato de busca, de troca, de interação, de apropriação é que damos o nome de Educação. Esta não existe por si, é uma ação conjunta entre as pessoas que cooperam, comunicam-se e comungam do mesmo saber. Por isso educar não é um ato ingênuo, indefinido, impossível, mas um ato histórico.

 

1.2.            PROBLEMA

Para nortear a presente monografia, voltamos a seguinte pergunta:

Qual a contribuição das brincadeiras e dos brinquedos no desenvolvimento dos educandos na pré-escola?

 

1.3.            OBJETIVOS DO TRABALHO

 

1.3.1.      OBJETIVO GERAL

 

Identificar jogos e brincadeiras utilizados na Educação Infantil. Verificar etapas de brincadeiras em sala de aula.

 

1.4.  OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

·        Investigar jogos e brincadeiras utilizados na educação Infantil.

·        Verificar etapas de brincadeiras em sala de aula.

 

1.5.   JUSTIFICATIVA

Muito se fala sobre o fato da Pré – Escola esforçar seus alunos com atividades que deveriam ser iniciadas na 1ª série e que a Pré-Escola tem como objetivo a socialização  com brincadeiras e brinquedos, nós professores podemos introduzir conteúdos.

Com base neste conceito será feita esta pesquisa para descobrir qual a contribuição das brincadeiras e brinquedos no desenvolvimento dos educandos.

Serão pesquisadas várias brincadeiras que poderão auxiliar professores de educação de forma a preparar os educandos para a aprendizagem.

Com esta pesquisa será possível  a  melhoria  do  nosso  trabalho e será de grande contribuição para profissionais de educação infantil e para melhor desenvolvimento dos alunos.

‘‘Acriança é um ser em criação, cada ato é para ela uma ocasião de explorar, descobrir novos conhecimentos, que as levarão a um    mundo mais amplo na sua vida em sociedade”.

 

Neste contexto educacional e social é necessário  ao educador atender de fato às reais necessidades dos educandos que diz respeito aos aspectos formativos, cognitivos psicossociais, culturais. E necessário que o educador conheça e reconheça as competências de como ensinar respeito às etapas do desenvolvimento maturacional que ela  se encontra.

 

Dê mais ênfase ao aprendizado do que à aquisição de informações. Se você cria um clima de abertura

e animação, você ensinará a criança a amar o processo de dominar o conhecimento sobre coisas

novas. A criança que aprende pela experiência conhece o prazer de entender uma coisa. Ela nunca será carente de motivação.

 

Ainda refletindo sobre a relação entre desenvolvimento e aprendizagem.

VYGOTSK (1991)

O autor considera o ato de brincar muito importante  para o desenvolvimento integral da criança. As crianças se relacionam de várias formas com significados e valores inscritos  nos brinquedos. Pois, nas brincadeiras, as crianças   ressignificam o que vivem e sentem .

 

As crianças brincam com o que têm nas mãos e com o que têm na cabeça.

(Broughe, 1995)

“Os brinquedos orientam as brincadeiras, trazem-lhe matéria. Algumas pessoas são tentadas a dizer que eles a consideram, mas, então, toda a brincadeira está condicionada pelo meio ambiente. Só se pode brincar com o que se tem, e a criatividade, tal como evocamos, permite, justamente, ultrapassar esse ambiente, sempre particular e limitado. O educador pode, portanto, construir um ambiente que estimule a brincadeira em função dos resultados desejados. Não se certeza de que a criança vá agir, com esse material, como desejaríamos, mas aumentamos, assim, as chances de que elas o façam, um universo sem certezas, só podemos trabalhar com probabilidades”.

 

Isto posto, tenho a convicção de que o presente trabalho monográfico em muito contribuiu para a ampliação dos conhecimentos até aqui adquiridos, cuja proposta parte da formação de novos valores éticos, os quais devem estar comprometidos com a aprendizagem.

 

1.5    PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

 

Com a consciência de que é impossível construir uma argumentação eficaz sem o respaldo de teorias especializadas, o presente documento monográfico embasando-se em diversos autores que subsidiam o pensamento do brinquedo e da brincadeira prazerosa em argumentos realmente significativos, portanto dignos de serem transcritos em citações diversas.

Com base nos subsídios teóricos coletados destaca-se a relevância que a no conhecimento empírico como de fundamental importância em torno dos estímulos para que irão desenvolver a imaginação, criatividade de formação de cidadãos críticos e criativos e por

isso mesmo, competentes para contribuir com o processo da construção social.

Do exposto até aqui, neste trabalho encontram-se também alinhavados pensamentos  de autores como Jean Piaget, Lev  Semyonovitch,Vygotisky, Jhoon Huizinga, Sônia Kramer, Maria  Judht Sucupira da Costa Lins, Airton Negrine, Leonor Hauydt Rizzi, Regina Célia e outros cujos estudos têm contribuído para a fundamentação teórica do presente trabalho monográfico,alimentando-o de maneira satisfatória, a fim de, ao final poder corresponder ao proposto na temática, a qual defende o pensamento de uma ênfase ao prazer de brincar no processo pedagógico desde a pré-escola para tornarem-se adultos críticos e conscientes e que venham contribuir para o progresso de comunidade e nação em níveis de competência a relevar o caráter de sua formação.

 

1.6    ESTRUTURA DO TRABALHO

 

A brincadeira é vista como um processo de desenvolvimento corporal, imaginativo exploratório que amplia ainda mais a capacidade do ser humano.

A escola necessitará efetuar um trabalho para tornar os alunos mais confiantes pelos resultados de suas práticas, sabedores de que a brincadeira será benéfica tanto para si mesmo quanto para o próximo, podendo até obter um alcance social de grandes dimensões, conforme as ações que adotarem. Confirmando aqui uma brincadeira ou brinquedo pouco atraente não desperta o interesse necessário para um bom desenvolvimento da criança.

A hipótese formulada no presente estudo monográfico, é a de que a brincadeira nas escolas requer dos educadores uma reflexão e organização perfeita sobre a práxis pedagógica efetuadas no trabalho com os brinquedos e as brincadeiras na pré-escola.

É para alcançar respostas favoráveis a uma proposta pedagógica modificada, algumas questões necessitam ser respondida por estes educadores e serem retomadas constantemente.

Qual a opinião sobre a contribuição das brincadeiras e brinquedos no desenvolvimento da criança em idade pré-escolar? Para você as funções educativas dos jogos oportunizam aprendizagem da criança? Sim ou não e por quê? Quando você brinca com sua turma, você oportuniza a todos participarem da brincadeira? Como? Como é vista a brincadeira na sua escola pelos professores de alfabetização?

Diante destes questionamentos, sabemos da difícil tarefa em se sistematizar com a devida clareza os argumentos dos pensadores que estamos adotando, de forma a nos subsidiarem para a adoção de medidas pedagógicas eficazes no que se refere a brincadeiras e brinquedos, pois nosso objetivo geral é analisar a importância dos brinquedos e brincadeiras para o desenvolvimento da aprendizagem da criança na pré-escola, e assim poder implementar cada vez mais com recursos que sejam favoráveis ao desenvolvimento integral das crianças, de maneira que as brincadeiras sejam claramente observáveis.

O presente relatório científico encontra-se estruturado em 05 (cinco) capítulos, a saber:

Capítulo I-Introdução, 1.1. Contexto, 1.2. O Problema, 1.3. Objetivos específicos, 1.4. Justificativas 1.5. Procedimentos metodológicos, 1.6. Estrutura do trabalho.Capítulo II -Desenvolvimento da criança. Na pré-escola e o papel da brincadeira. 2.1. Aprendizado através da experiência e descobertas. 2.2. Desenvolvimento da criança emocional/afetivo, psicológico, social e motor, 2.3. O que os referenciais curriculares para educação infantil,

dizem sobre a utilização das brincadeiras na pré-escola, 2.4. Aprender brincando através dos jogos sensoriais,motores. Capitulo III-Brincadeiras na pré-escola. 3.1. pesquisa de campo 3.1.1. Respostas da professora ‘‘A’’ 3.1.2. Respostas da professora‘‘B’’.3.1.3.Respostas do professor‘‘c’’.3.1.4. Respostas do professor ‘‘D’’.3.1.5.  Que tipos de dificuldades as crianças apresentam no ínicio do ano letivo?3.1.6.Após trabalhar com brinquedos o que melhorou?Capítulo IV-sugestões de brincadeiras e suas contribuições.

 

2.1 Aprendizado através da experiência e descobertas

 

Brincar é muito importante. Ao brincar as informações são esclarecidas, de experiências.

Antigas são integradas e seu ambiente pode ser explorado. Brincar proporciona a oportunidade de acumular conhecimento, aprender novas habilidades e praticar aquelas já conhecidas.

Através de brincadeiras as crianças aprendem a lidar com os sentimentos, interagir crianças e adultos e resolver conflitos. Elas desenvolvem a imaginação, criatividade para resolver problemas.

Manipular, explorar e experimentar objetos reais é muito importante às crianças aprenderão fazendo e falando. Por serem naturalmente ou pelo mundo e interessadas em aprender sobre ele, as crianças são ativas ao aprendizado e fazem isso de diversas formas.

O ensino da língua, da leitura, da ciência e da tecnologia é desenvolvido de diversas formas. Os professores integram conhecimento subjetivo a variedade de técnicas ativas que se encaixam nos estágios de desenvolvimento das crianças, tendo altas expectativas de aprendizado.

Piaget: Acredita que o jogo é essencial na vida da criança. De início tem-se o jogo de exercícios que é aquele que a criança repete uma determinada situação por prazer, por ter apreciado seus efeitos.

Em torno dos 2, 3, 5 e 6 anos nota-se, a ocorrência dos jogos simbólicos, que satisfazem a necessidade  da criança de não somente relembrar mentalmente o acontecido, mas de executar a representação. É nesse período que surgem os jogos de regras, que são transmitidos socialmente de criança para criança e por consequência vão aumentando de acordo com o progresso de seu desenvolvimento social.

Para Piaget, o jogo constitui-se em expressão e condição para o desenvolmento infantil,

já que as crianças quando jogam assimilam e podem transformar a realidade.

Já Vygotsky diferentemente de Piaget, considera que o desenvolvimento ocorre ao longo da vida e que as funções psicológicas superiores são construídas ao longo dela. Ela não estabelece fases para explicar o desenvolvimento como Piaget e para ele o sujeito não é ativo nem passivo: é interativo.

Segundo ele a criança usa as interações sociais como formas privilegiadas de acesso a informações; aprendem a regra do jogo, por exemplo, através dos outros e não como o resultado de um engajamento individual na solução de problemas. Desta maneira, aprende a regular seu comportamento pelas reações, que elas pareçam agradáveis ou não.

Vygotsky fala do faz de conta, Piaget fala do jogo simbólico e pode se dizer que são correspondentes é que o brinquedo cria uma zona de desenvolvimento proximal da criança (Oliveira 1977).

Lembrando que ele afirma que a aquisição do conhecimento se dá através da zona de desenvolvimento: a real e a proximal.

A zona de desenvolvimento real é a do conhecimento já adquirido, é o que a pessoa traz consigo, já a proximal só é atingida de início com o auxílio de outras pessoas mais “capazes”, que já tenham adquirido esse conhecimento.

A noção de zona “Proximal de desenvolvimento ”interliga –se portanto, de maneira muito forte à sensibilidade do professor em relação às necessidades e capacidades da criança e a sua aptidão para utilizar as contingências do meio a fim de dar – lhe a possibilidade de passar do que sabe fazer para o que não sabe. As brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra, desta forma, pode-se perceber a importância do professor.

(conhecer a teoria de Vygostky).

No processo da educação infantil é de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento.

A desvalorização do movimento natural e espontâneo da criança em favor do conhecimento estruturado e formalizado ignora as dimensões educativas da brincadeira e do jogo como forma rica e poderosa de estimular a atividade construtiva da criança. É urgente e necessário que o professor procure ampliar cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com outras crianças.

O jogo compreendido sob-ótica do brinquedo e da criatividade, deverá encontrar maior espaço por ser entendido como educação, na medida em os professores compreenderem melhor toda sua capacidade potencial de contribuir para com o desenvolvimento da crianç


2.4 APRENDER BRINCANDO ATRAVÉS DOS JOGOS  SENSORIAIS E MOTORES.

 

O jogo é um meio eficiente de ensinar uma criança, ele aprende os conceitos complicados, princípios filosóficos e emoções que são difíceis de descrever em palavras.

Você constrói a capacidade da criança e mostra a elas como resolver problemas ajuda, a estimular o corpo e a mente.

Diferente de outros métodos de ensino, o jogo envolve inteiramente a criança na lição ao envolver todos os sentidos, porque ela não ouve ou vê a lição, ela a faz.

O jogo é o domínio da criança. Para ela, é o método natural de compreender o mundo, uma criança que aprende a construir um castelo de areia, ao mesmo tempo, ela aprendeu a construir sua confiança e sua independência, para ela foi um aprendizado que aconteceu naturalmente seria ótimo se todas fossem assim. Por isso precisamos injetar experiência de jogos significativos na vida de nossas crianças. Ele tem um papel integral para um desenvolvimento sadio. Além de ensinar o jogo reduz o estresse e abre a mente para criatividade e ajuda a educar as crianças a respeito do caráter.

Cada criança tem seu estilo particular de aprendizagem em umas áreas mais fortes em outras  mais fracas. Algumas aprendem melhor com o material que lhes é apresentado visualmente ou demonstrativamente.

Dê mais ênfase ao aprendizado do que à aquisição de informações. Se você criar um clima de abertura e animação você ensinará a criança a amar o processo de dominar o conhecimento sobre coisas novas. O sucesso é um motivador poderoso; a criança que aprende pela experiência conhece o prazer de entender uma coisa. Ela nunca será carente de motivação.

O jogo na vida do ser humano é tão antigo, pois manifestou uma tendência lúdica, isto é, um impulso para o jogo. Alguns autores vão além afirmando que o jogo não se limita apenas à humanidade seria anterior, inclusive ao próprio homem, pois já era praticado por alguns animais, Johan Huizinga diz que os animais brincam tal como os homens convidam uns aos outros para brincar mediante um certo ritual de atitude e gestos.

Respeitam regras que os proíbe morderem, ou pelo menos com violência a orelha do próximo. E o que é mais importante para eles é a experiência de prazer e divertimento. Para Piaget, a atividade lúdica dos animais é de origem reflexa ou instintiva (lutas, perseguições) como no caso dos gatinhos que lutam com a mãe e a mordiscam, sem feri-la.

No caso da criança a atividade lúdica supera amplamente os esquemas reflexos e prolongam quase todas as ações nesta perspectiva, o jogo ultrapassa a esfera da vida humana, sendo, portanto, anterior à cultura.

De acordo com o estudo feito, Huizinga sobre o jogo função social do jogo desde as sociedades primitivas até as civilizações mais complexas.

De acordo com a tese desse autor, a cultura surge sobre a forma de jogo, sendo que a tendência lúdica do ser humano está na base de muitas realizações na esfera da filosofia, da ciência, da arte (em especial da poesia).

O autor explica sua concepção dizendo: mesmo as atividades que visam a satisfação imediata das necessidades vitais, como, exemplo a caça tendem assumir nas sociedades primitivas uma forma lúdica. A vida social reveste-se de forma que lhe conferem uma dignidade superior sob a forma de jogo, e é através deste último que a sociedade exprime sua interpretação da vida e do mundo.

Não queremos com isso dizer que o jogo se transforma em cultura, e sim que, as duas fases mais primitivas, a cultura possui um caráter lúdico que ela processa as formas e no ambiente de jogo.

Portanto, a idéia básica desse autor é que além dos jogos que são normalmente incorporados à cultura de um povo, a própria cultura se forma e se desenvolve impulsionada pelo espírito lúdico.

Essa idéia é que refletiu na educação durante muito tempo, e apesar dos conceitos proféticos dos grandes educadores, a pedagogia tradicional sempre considerou o jogo como uma espécie de alteração mental ou pelo menos, como uma pseudo-atividade, significação funcional e mesmo nociva às crianças, que ela desvia de seus deveres.

Para outros autores, entre os quais Huizinga e Piaget, atividade lúdica supõe uma ordenação da realidade, seja ela subjetiva e intuitiva como no caso dos de ficção ou imaginação.

A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão.O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, sócio cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento.

A ludicidade é um assunto que tem conquistado espaço no panorama nacional, principalmente na educação infantil, por ser o brinquedo a essência da infância e seu uso permitir um trabalho pedagógico que possibilita a produção do conhecimento.

A palavra lúdico significa brincar e vem do latim ludus e neste brincar estão incluídos os jogos,brinquedos e divertimentos e é relativa também à conduta daquele que joga,que brinca e se diverte.

Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a aprendizagem do individuo,saber,seu conhecimento e sua compreensão de mundo.

Independente de época , cultura e classe social,pois elas vivem num mundo de fantasias, de encantamento,de alegria, de sonhos onde a realidade e o faz de conta se confundem.O jogo está na gênese do pensamento, da descoberta de si mesmo,da possibilidade de experimentar, de criar e transformar o mundo.

Pela análise da realidade educacional concluímos que nas instituições infantis as atividades lúdicas são pouco exploradas, mesmo quando são realizadas, não lhes é dado a brincadeira não é vista como coisa séria?Por que o educador tem no seu fazer pedagógico a hora de “ensinar’’e a hora de” brincar’’?Por que não ensinar brincando?

Continua...

 
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